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  • Foto do escritorTherbio Felipe

Bicicletas e o Café: a emocionante bebida da razão (parte 3)

O objetivo do café enquanto ato social é a reunião de pessoas, desde sempre, compartilhando interesses em torno do hábito de produzir, preparar, servir e degustar a excelência da bebida.


Em nosso país, os cafés, determinados comercialmente como gourmets e/ou especiais, são aqueles obtidos através da expertise de especialistas na seleção dos grãos e do mais alto rigor de separação e torra.


Café recém colhido - Foto: Michael Burrows

Aromas, sabores e saberes dos cafés especiais do Brasil


Um café especial, normalmente atribuído à variedade Arábica, é reconhecido pela delicadeza de seus aromas, onde se pode perceber, em algumas vezes, toques de frutas e flores. Em outras, nota-se o aroma de pão tostado, especiarias, caramelo, cacau, aromas de confeitaria, entre centenas de outros tons.


Os cafés, por outro lado, com mais notas de defeito ou imperfeições (portanto, com maior grau de sujidade, misturas de outras substâncias) irão apresentar sabores e aromas de madeira molhada, terra, gosto de plástico, entre outros tons negativos.


Já o café da variedade Robusta, geralmente chamado de ‘tradicional’, remete ao aroma de madeira queimada, cinzas, cheiro e gosto de remédio.


Assim como o vinho, o café especial que se merece sorver tem um terroir (uma denominação regional específica atribuída ao local de onde tem origem).


Isto irá conferir à bebida qualidades notáveis, gostos mais apurados tendendo à presença de acidez elevada ou pronunciada, partindo do pressuposto que a torrefação está sendo realizada de acordo com as normas internacionais.


Rota Turística do Café - Serra Negra - SP

Vale do Café Paulista e as bicicletas


No estado de São Paulo, as cidades de Monte Alegre do Sul, Serra Negra, Itatiba, Bananal e Cajuru compõem a Rota do Vale do Café Paulista, onde as altitudes onde o café é cultivado podem ultrapassar os 1.300m.


Apenas para citar, Monte Alegre do Sul e Serra Negra têm os seus próprios roteiros turísticos específicos voltados à cultura do café, associada às histórias das famílias de origem italiana e às águas minerais de especial qualidade.


E para os ciclistas e cicloturistas de plantão, as elevações do traçado para pedalar convidam a excelentes pedaladas desafiadoras junto à natureza exuberante e à cultura daquelas comunidades.


Café, pura expressão. Foto: Shutterstock

A cada xícara, mais conhecimento compartilhado


O hábito brasileiro de tomar o melhor café, o café digno, ainda está sendo formatado.


Usualmente, ainda existe o costume de adicionar açúcar à bebida, o que não é recomendado por uma série de motivos óbvios e outros mais específicos, sabendo-se que o café especial tem sabor, naturalmente, adocicado ao paladar.


A adesão de novos públicos que escolhem o consumo da bebida como cultura só aumenta e isto, também, se deve ao exigente trabalho e responsabilidade dos especialistas e baristas, os quais detém o desafio e a honra de contribuir com a educação do paladar de seus clientes.


A supressão do açúcar, por exemplo, é uma sugestão dada para que a degustação de coados, prensados e espressos seja um acontecimento, belo e agradavelmente memorável.


O trabalho dos baristas também está associado a gerar uma experiência mais pura de paladar aos clientes. Quanto mais gente apreciando o melhor café, mais próximo de ganhar novos apaixonados se está.


Para pedalar por Monte Alegre do Sul e Serra Negra, acesse:


Monte Alegre do Sul


Serra Negra

 

Bio Therbio Felipe

Responde pelo Editorial da Plataforma Bicicletas e atua no Desenvolvimento Estratégico da GTSM1. Turismólogo; Especialista em Enogastronomia; Especialista em Hotelaria e Hospitalidade; Pós-Graduado em Meio Ambiente e Projetos Socioambientais; Consultor há mais de 20 anos; Máster em Planejamento e Estratégias Territoriais na Sociedade da Informação pela Universidad de Santiago de Compostela; Máster em Coaching e Mentoring aplicado à Gestão de Pessoas; Máster em Economia Criativa, Cultura e Inovação. Mentor em Desenvolvimento Humano. Foi Editor Executivo da Revista Bicicleta entre 2012 a 2021. Publicou mais de 1.300 matérias sobre cicloturismo, mobilidade e desenvolvimento humano e proferiu mais de 1.200 palestras sobre cicloturismo, cultura, inovação e desenvolvimento humano nos últimos 10 anos, com trabalhos realizados no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, México, Portugal e Angola. Autor do capítulo de abertura do livro III EDESC - Encontro Brasileiro de Desenvolvimento do Cicloturismo (Planett). Cicloviajante desde 2003.

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