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Bicicletas e o Café: a emocionante bebida da razão (parte 4)

Para ganhar mais e mais consumidores esclarecidos, é necessário cativar o público, sensibilizá-lo a partir de boas referências e instruí-lo sobre tudo o que o bom café pode oferecer.


Para criar uma experiência única de café pode-se realizar o cruzamento de grãos, o que propicia uma identidade muito específica ou exclusiva.


Fazenda de Café - Foto: Shutterstock

Variedade de serviços


Quando se busca, apenas para citar, um corpo médio ou com finalização lembrando amêndoas e caramelo e um retro gosto de cacau 70%, pode-se adequar às técnicas de V60, Filtrados, Prensa Francesa ou no Espresso.


O blend pode ser desenvolvido com a intenção de alcançar certas notas de gosto e aroma que identifiquem e personalizem o café a ser servido.


Todo este empenho em se desenvolver conhecimento sobre a bebida deve estar associado a um método de beneficiamento e torra, a partir da colheita, e que possa e deva chegar à mesa de todos os consumidores brasileiros, por direito.


Existem inúmeros cafés para os mais variados paladares, que também dependem das variações de clima e regionalidade (terroir).


Técnicas a serviço do melhor café - Foto: Shutterstock

Falando em terroir para pedalar


Inúmeras regiões consideradas terroir nos levam a experimentar cafés da variedade arábica orgânica de excelente qualidade.


E em todos estes lugares, pedalar é muito bem-vindo. Seja em locais como o Sul de Minas, Alto Caparaó, Chapada Diamantina, Matas de Minas, Serra da Mantiqueira, Cerrado, norte do Paraná, entre tantas outras.


Todas estas localidades estão seguindo os rigores dos cafés especiais e fazendo uma nova história. Vamos falar um pouco mais sobre a Rota do Café do Paraná.



Rota do Café do Paraná


Unindo as cidades de Londrina, Ibiporã, Rolândia, Mandaguari, Sapopema, Tomazina, Cornélio Procópio, Santa Mariana, Ribeirão Claro e Carlópolis, entre o norte e do norte pioneiro do Paraná, a Rota do Café do Paraná oferece paisagens culturais sensacionais, ainda que pouco conhecidas entre os ciclistas e cicloturistas.


Além destes aspectos, vale lembrar que o café aproxima as pessoas por ter um forte apelo social, movendo ideias acerca do tema ou não, mas possibilitando a arte do encontro, além de todos os benefícios corporais que a bebida encerra.


Existem incontáveis detalhes a serem levados em consideração na elaboração dos melhores cafés especiais.


Alguns deles são baseados em um mapa sensorial com aspectos que vão desde a categorização, por exemplo, de aroma global positivo e negativo, acidez não agressiva, doçura, se é adstringente ou não, entre infinitas outras possibilidades.


Café do Paraná - Foto: Shutterstock

A SCAA – Speciality Coffee Association of America, aliada a outras instituições internacionais como a Espresso Italiano, está desenvolvendo um mercado internacional de cafés especiais cada dia mais amplo e variado, que já alcança vertiginoso crescimento de 15 a 20% ao ano e, sem dúvida, isto é irreversível, ainda bem.


Então, está sentido aquele aroma inebriante deste sumo especial?

Não perca tempo.


Antes ou depois do pedal, permita-se clarear as ideias e recompensar seu corpo com os melhores cafés especiais disponíveis no mercado.

A experiência recomenda e, nós, também.


 

Bio Therbio Felipe

Responde pelo Editorial da Plataforma Bicicletas e atua no Desenvolvimento Estratégico da GTSM1. Turismólogo; Especialista em Enogastronomia; Especialista em Hotelaria e Hospitalidade; Pós-Graduado em Meio Ambiente e Projetos Socioambientais; Consultor há mais de 20 anos; Máster em Planejamento e Estratégias Territoriais na Sociedade da Informação pela Universidad de Santiago de Compostela; Máster em Coaching e Mentoring aplicado à Gestão de Pessoas; Máster em Economia Criativa, Cultura e Inovação. Mentor em Desenvolvimento Humano. Foi Editor Executivo da Revista Bicicleta entre 2012 a 2021. Publicou mais de 1.300 matérias sobre cicloturismo, mobilidade e desenvolvimento humano e proferiu mais de 1.200 palestras sobre cicloturismo, cultura, inovação e desenvolvimento humano nos últimos 10 anos, com trabalhos realizados no Brasil, Uruguai, Argentina, Chile, México, Portugal e Angola. Autor do capítulo de abertura do livro III EDESC - Encontro Brasileiro de Desenvolvimento do Cicloturismo (Planett). Cicloviajante desde 2003.

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