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  • Foto do escritorTherbio Felipe

Bicicletas e o Café: a emocionante bebida da razão (parte1)

Atualizado: 5 de out. de 2022

Antecedentes históricos do Café


É notório que muitos ciclistas adoram uma boa dose de café, por conta da cafeína e pela satisfação que esta bebida traz, antes ou depois da pedalada. Vamos apresentar um pouco da história e de aspectos interessantes desta iguaria única a seguir.

Café e bicicletas. Foto: arquivo.

Das infinitas lonjuras árabes aos recônditos dos espaços científicos europeus do século XVII e XVIII, representando os valores da Era das Razões, eis que emerge a altiva presença desta iguaria que incentiva a sobriedade e a iluminação das ideias: o Café.


O historiador francês Jules Michelet dizia que o café se tratava do “poderoso alimento do cérebro...que eleva a pureza e a lucidez...que remove da imaginação as nuvens e seu peso sombrio...”.


Outros breves relatos sobre a bebida remontam do século XV, junto ao Iêmen e à Etiópia (não é à toa que a palavra ‘café’ vem do arábico qahwah e tem, como nome científico, Coffea arábica, com mais de cem espécies conhecidas).


Algumas referências são bastante românticas sobre seu descobrimento e origem. Porém, o que é claro e límpido é que o Café, em grãos torrados e moídos, virou bebida de excelência pelo mundo.


Cultura do café pelo mundo e pelo Brasil


Esta ascensão é atribuída fortemente à figura do acadêmico iemenita Muhammad al-Dhabhani, membro da ordem mística sufi do Islã, em meados de 1470, segundo Tom Standage, autor do livro “História do Mundo em 6 copos”.

Café e bicicletas. Foto: arquivo.

Uma das principais contribuições desta ascensão vertiginosa do café nos últimos séculos, e principalmente aqui no país intensificada nas últimas duas décadas, se deve ao fato de que tem havido um profundo e extenso trabalho de profissionais voltados à produção de um discernimento maior e mais assertivo em torno do café e seu consumo.


Partimos do princípio de que o que chega aos consumidores, em sua esmagadora maioria, não se trata do melhor café que se poderia ter ao alcance.


Ainda que as primeiras sementes tenham chegado ao país por volta de 1727, o café está associado, historicamente, às grandes revoluções sociais, científicas e políticas ocorridas dois séculos antes em distintos cantos do planeta.


Tanto é verdade, que os lugares onde era servido levaram o nome da bebida, ‘cafés públicos’, usualmente erigidos junto às praças dos mercados.


Nestes locais também ascenderam o xadrez e o gamão, jogos de tabuleiro com profundo cunho estrategista e que se universalizaram com as conquistas bárbaras mundo adentro. Este contexto fez do café, desde o início, uma bebida social.


Aqui no Brasil, incontáveis são os destinos turísticos que têm no café o seu principal personagem.


Escolhemos citar, neste momento, o Circuito Montanhas Cafeeiras de Minas, que conta com 15 lindas pequenas cidades, porém, grandes produtoras do melhor café do sudoeste mineiro.

Mapa das Montanhas Cafeeiras de Minas - Foto: site oficial.

São elas Itamogi, Muzambinho, São Sebastião do Paraíso, Guaxupé, Guaranésia, São Pedro da União, Areado, Bom Jesus da Penha, Monte Santo de Minas, Arceburgo, Conceição da Aparecida, Jacuí, Juruaia, São Tomás de Aquino e Nova Resende.


Trata-se de um território organizado, gerido por uma IGR – Instância de Governança Regional, que fomenta e desenvolve o turismo na região associando-o à cultura, economia, gastronomia, paisagens naturais e, é claro, o cultivo do café.


Lugares de beleza e hospitalidade acessíveis aos ciclistas que desejem experimentar aventuras e pedaladas regadas ao café brasileiro de referência.



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